Série comida do Peru II - Lamar Cebicheria Peruana

Lamar Cebicheria Peruana - Miraflores - Chef Gastón Acurio
Chegamos ao restaurante, meio bar descolado, que estava super cheio para um almoço de terça-feira, às 2 horas da tarde e fomos recebidos com uma porção de variados tipos de batatas chips servidas em baldinhos, acompanhadas de molhos(aji amarillo era um deles).
Sentamos, pedimos um cebiche variado(seis amostras de cebiches sempre acompanhados de grãos de milho torrados) e escolhemos pisco sour(Cari) e coca sour(Eu). A seqüência de cebiche começa com o tradicional de linguado, passa por um picante à indígena e acaba com um japonês(praticamente um sashimi com gengibre e shoyo), cada cebiche com um sabor próprio e inusitado .
O prato principal foi o mesmo para nós dois: “la gran cacerola la mar”- lagostins jumbo, mero, caranguejo popeye, verduras, todos acrescidos de macarrão chinês, braseados em manteiga de alho, kión, ají limo e cebola. Mistura deliciosa e leve.
O bar é jovial assim como os garçons, estes super bem preparados, como todos os serviços do Peru.
Nos restou uma caminhada de três quilômetros pelos jardins da orla de Miraflores para adiantar a digestão.
Custo 180 Novos Soles = R$100,00.

Série comida do Peru I - Restaurante Alfresco em Miraflores.

Encorajado por vários amigos que já haviam experimentado a cozinha peruana, fui para Lima fazer uma provas. Pisei em solo limenho ao meio dia, deixei malas no hotel, desci para o lobby, tomei meu primeiro pisco sour e me veio a certeza que aquele sábado era dia de provar cebiche.
No bairro de Miraflores encontrei o primeiro restaurante da viajem: Alfresco.
Era 3 horas quando sentei e fui recebido com mais um pisco de cortesia acompanhado de grãos de milho torrados e salgados para beliscar. O serviço do restaurante é perfeito, o garçom sugeriu o cebiche tradicional(linguado “cozido” com aji amarillo, limão e leite de tigre), que chegou à mesa super fresco, com toque sutil de pimenta e com aroma inigualável.
Quase fiquei no cebiche até a sobremesa, mas a curiosidade era grande e pedi um peixe rez inteiro(aprox. 500g) delicadamente temperado e frito inteiro com cortes transversais na superfície que faz com que fique frito internamente. O peixe veio bem acompanhado por uma batata assada inteira, recheada com sour cream. Uma delícia. Prato leve e saboroso.
Sobremesa foi sorbê de uva que é leve e ultrarefrescante.


O local é arejado, bonito e o preço é acessível para os brasileiros, principalmente para moradores de Brasília onde se praticam preços exorbitantes com serviço muitas vezes insatisfatório.
Estava só começando minha saga gastronômica no Peru.
Moral do almoço: pisco abre o apetite e anima, vá com calma.

Série comida do Peru.

No Peru existe uma sumidade da culinária mundial. O nome do chef é Gastón Acurio(42 anos), um nascido cusquenho que faz de tudo na cozinha. Elogiado por Ferra Adriá e Alex Atala, é tido, hoje, como o melhor chef das Américas e um dos precursores da chamada tecnoemocional. Comanda restaurantes em Buenos Aires, Bogotá, Santiago, Quito, Caracas, Madrid, Cidade do México, Cidade do Panamá, São Paulo, San Francisco e Cusco, mas é em Lima que ele mostra sua versatilidade – uma cebicheria(La Mar), um peruano afrancesado (Astrid e Gastón), um parrilero, um café no Museu Larco(Café Del Museo), um especializado em frango na brasa(La Corralada), um de comida criolla (Barrio), uma batataria(Papas & Salsa), uma Sanduicheria(Pasquale Hnos sangucheria), um italiano, uma padaria, uma universidade de gastronomia e etc. O cara é uma ‘máquina’, tem programa de culinária na televisão e escreve livros, em fim, é bom de cozinha e bom de negócios.
Lima não fica só nos restaurantes do Gastón, todos que experimentei são excelentes. Os preços tem ótima relação custo/qualidade, o serviço de primeira e a comida espetacular.
A fama do Peru de centro gastronômico do mundo não é a toa.
A comida peruana é um mix de indígena, criola, japonesa, francesa, parrilera, com pimentas suaves ou fortes, tubérculos em quantidade que eu não conhecia, pescados, frutos do mar, carnes de porco, frango, vaca, cuys(assado de porquinho da Índia) e a saborosa carne de alpaca, que tem baixo teor de colesterol e é servida como rostbeef fria até mesmo no café da manhã
http://www.thestar.com/news/insight/article/922217--gaston-acurio-the-most-famous-chef-you-ve-never-heard-of
http://perufood.blogspot.com/2006/04/gaston-acurio-inexhaustible-creativity.html

Fratello Uno - Pizzaria

Dudu Camargo sabe fazer pizza!
Na Fratello Uno ele mostra seus recheios gourmet para pizzas de massa fina na forma tradicional redonda ou até mesmo quadrada com quatro sabores diferentes.
Recheio de pizza gourmet à moda nordestina chique tal como o da pizza “Maria Bonita”(molho de tomate, quibebe de abóbora, carne seca, catupiry e gorgonzola) ou à moda mineira como as pizzas “Itamar Franco” que leva abobrinha e parmesão e a “Lança Chamas” que recebe lingüiça picante com cebola e mussarela.
Diversas opções da pizza ‘estilosas’ para se saborear com vinho, que prefiro ao chope da casa que é Kaiser(particularmente não gosto). Uma sensacional, que é intitulada no cardápio de “Maravilhosa” e que só comi depois de ver o Cheff Dudu prepará-la e servi-la no Mais Você da Rede Globo, leva: pomodori pelati, queijo de cabra, figos frescos marinados com vinho do porto, aceto balsâmico, mel e lascas de presunto de Parma.
Dos sabores tradicionais, a “marguerita” que peço sem orégano(elaborada com tomate cereja, parmesão ralado e manjericão) e a calabresa com cebola, são especiais em qualidade dos ingredientes e no sabor.
Lá encontro uma pizza de calabresa sem queijo, própria para intolerantes à lactose.
Recentemente, tiraram do cardápio uma deliciosa porção de calabresa fatiada e assada com cebola no forno à lenha e que vinha servida com focaccia – aquele biscoito feito com a massa da pizza coberto de sal grosso – uma pena, pois era excelente acompanhamento para cerveja.
A pizzaria foi eleita pela Veja Brasília como a melhor da capital.
Mantenha suas pizzas, são sensacionais, mas “Troca o chope, Dudu!!!”
Armando.

Choperia General Küster


Piçarras é um pequeno balneário no litoral norte de Santa Catarina. Contudo, essa pequena cidade abriga uma das melhores choperias que já estive: o “General Küster”. De origem alemã, seu dono está sempre presente, servindo a todos com atenção. O ambiente é delicioso, o serviço perfeito e o chopp – incomparável, servido na tulipa de cristal, como deve ser!
O maior sucesso de vendas é o Hackepeter: filet mignon cru, moído com especiarias (páprica, sal, pimenta do reino, molho de pimenta, molho inglês, conhaque, azeite, alcaparras, cebola e cebolinha picadas) e servido com pães especiais da casa.A primeira vista pode parecer estranho, mas o sabor é sensacional e uma unanimidade entre os fregueses!
Já o freqüento há mais de dez anos e a qualidade continua a mesma. O cardápio já foi atualizado várias vezes, mas sempre peço um prato que já saiu da carta há cinco anos: o “filet fuzil com batatas do general”. O Chef estranha, mas prepara com prazer(dois filés altos, passados ao ponto perfeito servidos com molho de mostarda, cebola e champignon. As batatas são cozidas, depois fritas com cebola e bacon). O sabor é inigualável!!!
O peixe e o camarão também são excelentes: frescos e bem elaborados. Este pequeno oásis pode ser comparado com qualquer bom restaurante de Brasília sem perder em nenhum quesito!
Congratulações ao seu idealizador, Fábio. E ao atencioso Alex que sempre nos proporciona o melhor da casa.
Carine

D. Lenha

D. Lenha - sabores mediterrâneos

Vontade repentina de comer à noite no meio ou no fim da semana. D. Lenha é daqueles restaurantes que não tem erro. A gente não vai para testar se é bom. É garantia de que se comerá bem.
A cadeia de restaurantes mediterrâneos relativamente recente(1997), criada a partir do delicioso restaurante de 1994, Abajour da Ady, tem um cardápio que vem se transformando com os anos. Alguns pratos são servidos desde o início como o filet à parmegiana com queijo derretido no forno à lenha, mesmo forno de onde são tiradas pizzas de massa extremamente finas e saborosas, tais como a "Arabeske"(molho de tomate, queijo mussarela, queijo árabe chanquiche, cebola agridoce, e hortelã fresca - minha preferida) ou a "D. Lenha II"(molho de tomate, queijo mussarela de búfala, alcachofra, tomate cereja e molho de majericão - leve e saborosa).
Pelo o que me lembro foi o D. Lenha que trouxe para Brasília as pizzas de massa ultrafina com recheios inusitados(conceito pizza gourmet) sempre assadas com lenha.
Dentre as massas e risotos, prove o "espaquete alla bolognese" (molho denso de tomate com bacon, carne e calabresa moidos - saboroso e com preço coerente), o risoto "Negro" (arroz preto integral com anis estrelado e salmão) ou o risoto "Scampi"(camarão, queijo Brie e ervilhas frescas - sensacional).
O sucesso fez com que se multiplicassem o número de casas(Terraço Shopping, Asas Sul e Norte, Lago Sul - Deck e Gilberto). Especial é a decoração da unidade CLN 413, segue o estilo mediterrâneo e tem bancos de alvenaria com forma sinuosa decorados com mosaicos que lembram os bancos de Gaudi no Park Guell em Barcelona.
O serviço é perfeito, chopp com temperatura ideal e vinhos climatizados.
Emfim, vou sempre que não quero me preocupar com o que vou comer. É sempre bom.

P.S. Foi sentado em uma mesa do D. Lenha no Terraço que criamos este blog.

Taypá - "um restaurante do peru"

Hoje, finalmente, fui conhecer o Taypá (uma expressão peruana que significa fartura). Minha expectativa era grande, pois vários amigos já haviam elogiado o restaurante peruano que fica no centro comercial na entrada da QI 17 do Lago Sul.
Mesa reservada, chegamos ao salão e fomos recebidos pelo garçom. O local é muito legal, bem decorado, cadeiras confortáveis e, após acomodado, me deparei com três cardápios: um de drinks, um dos “comes” e a carta de vinhos. Me senti uma anta. Entretido com o cardápio dos alimentos, senti certa dificuldade em escolher uma entrada. Tudo bem que estava lá para comer ceviche, mas as outras entradas me apeteceram e, então, pedimos um Tiradito AL Ají Amarillo - um peixe robalo cru temperado coberto com molho de limão, gengibre, ají amarillo(pimenta amarela encontrada em montanhas da América do Sul) e “leite de tigre”(uma mistura de caldo de peixe e temperos). Sabor excepcional. O prato vem ornamentado com umas pipocas temperadas que só indo lá para experimentar e conhecer como o grão de milho fica. Pedimos uma porção a parte deste milho que acompanha bem uma cerveja.
Os pratos principais da mesa:
Salmão Novandino – Um file de salmão enrolado envolvendo um risoto de quinoa e acompanhado de camarões médios grelhados com sabor discretamente picante, uma delícia.

Pescado a Lo Macho – Filé de robalo grelhado coberto por molho com curry levemente apimentado com anéis de lulas, camarões médios e mariscos. Acompanhado de arroz com tinta de lulas. Já cheguei a conclusão que a tinta da lula no arroz é só para colori-lo, sem acrescer muito no sabor. Apresentação impecável, mas eu esperava mais do sabor.
O “pisco sour” merece capítulo à parte e deve ser reverenciado. Uma amiga de infância não sai do Taypá sem, pelo menos, tomar três. O drink peruano gelado leva pisco(aguardente de uva peruano), suco de limão, açúcar e clara de ovo. Vale a pena tomar até mais de três, contanto que você consiga alguém para dirigir.
Gostei do que comi e resolvi que vou para o Peru conhecer melhor a sua culinária e, de quebra, aprender a entender os cardápios.
Armando

Dom Francisco Restaurante

Francisco Ansiliero começou a mostrar a que veio há vinte e dois anos, quando montou sua primeira casa de sabores na CLS 402.
Certo domingo, quando eu tinha vinte e um anos, saí à procura de uma lugar em Brasília, que não fosse uma pizzaria e funcionasse à noite. Naquela época, eram poucos os restaurantes que abriam para o jantar. Sentei à mesa com quatro amigos e comemos o filet mingon no sal grasso feito na brasa acompanhado com farofa de ovos na manteiga e arroz com brócolis. Foi um deleite.
O tempo passou, as casas se multiplicaram, chegou na ASBAC e na Academia de Tenis, passou uma temporada no Hotel Metropolitan e aportou em dois Shoppings(Pátio e Park Shopping).
A antiga casa da 402 foi reformada e modernizada, é comandada pela filha do Sr Francisco, Giuliana, e pelo genro Edson e hoje posso considerar um dos locais mais agradáveis para se comer e beber.
O serviço é excelente. O Sr Joaldo é, para mim, um exemplo de conhecedor de vinhos que não é acintoso como a maioria do sommeliers da cidade. Apresenta de maneira prática os vinhos para harmonizar com os pratos da casa, pensando na relação qualidade/custo.
As opções para o prato principal são diversas, mas de acordo com hora que estou no restaurante recomendo um prato diferente.
Nas sextas-feiras, após às 21 horas, gosto de sentar na mesa 2 ou na 3, na saída da cozinha, onde sou servido e converso com quase todos os garçons. Em grupo de quatro comensais, na entrada peço salada média que serve verduras e legumes bem selecionados e vem acompanhada de pães, aliche, manteiga, azeitonas recheadas com amêndoas e atum em conserva. Tomamos a primeira garrafa de vinho, da adega considerada por muitos como a melhor de Brasília. Prato principal pode ser bife de ancho, fraldinha, anchova negra fresca ou bacalhau na brasa sempre acompanhados de batatas no sal grosso (batatas assadas com alecrim, dentes de alho com casca e sal grosso – sensacional)
Sábado no almoço mais tarde ou dia de semana à noite: Frango à Francisco – meio frango(800gr) delicadamente temperado com picles, azeitonas e queijo parmesão. O assado pode ser acompanhado por arroz com brócolis, farofa de ovos e palmito de pupunha assado com a casca. O Francisco é dos poucos restaurantes que Carine pede frango e sai satisfeita com o preparo. Acompanhe o frango com vinho branco gewürztraminer nacional que é refrescante e frutado.
Dia de domingo ensolarado, mudo de casa, vou para o Francisco da ASBAC comer de entrada bolinho de bacalhau com vista panorâmica do Lago Paranoá. O prato principal é bacalhau em lascas ao forno, regado com um dos ótimos azeites oferecidos (lá tem o “Borges com alho” ou o português EA Cartuxa) e acompanhado com arroz branco. O bacalhau norueguês entra no forno em travessa refratária com batatas, cebolas e tomates e sai do forno para a mesa no ponto perfeito de sal, sabor e calor. Acompanhe com um bom tinto português(Cartuxa é uma boa opção) ou com cerveja clara bem gelada.
No dia que quero ver o Chef Francisco atuando, andando pelas mesas, conversando com os cliente e dando dicas dos pratos, vou para a Academia de Tenis.
Falar do Restaurante Francisco daria para escrever um livro.
Armando.

Faisão Dourado - CLS 314


Pé sujo familiar.
Foi ao Faisão Dourado, o único bar/boteco/‘pésujo’ que consegui levar minha mãe e minha esposa. Após convencê-las que o bar era “honesto”, num início de tarde de sábado quente, sentamos em uma das mesas espalhadas embaixo das árvores da quadra 314 sul. O cardápio, trazido pelo garçom sempre apressado, é objetivo. Não tenha duvida: bife de filet mignon é a escolha (um pedaço de filé ao ponto do ‘chapeiro’ coberto com cebola e alho, acompanhado de maionese, vinagrete, arroz branco, batatas fritas, farofa de ovos amanteigada e feijão tropeiro). A carne é fresca e bem selecionada com sabor de ‘roast beef’ dos bares do Rio de Janeiro.
O preço é justo, o sabor é muito bom, o atendimento é cordial e a cerveja é do tipo estupidamente gelada servida em copo americano.
Abstraia o local, vale a pena e já foi, merecidamente premiado, como melhor filé de boteco pela revista Veja Brasília.
Armando.

Prêmio Paladar 2010

http://www.estadao.com.br/especiais/premio-paladar-2010,127042.htm


Conheça os pratos desta edição do Prêmio. O tamanho de cada prato varia de acordo com o voto dos 11 jurados e o preço.

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