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Bela Sintra Brasília – Na Asa Sul, CLS 105
Curioso por um bom restaurante português, daqueles que vão além do bacalhau, aceitei convite de um casal de amigos para conhecer o “a bela Sintra”.
Foi numa sexta-feira, 9 horas da noite. Fomos recebidos na porta pelo maitre. A casa é aconchegante. Sentamos por alguns minutos no bar, tudo muito confortável e agradável. 
Levados a mesa, começou uma enxurrada de entradinhas. Serviram, sem pena, salgadinhos, pastas e vários, disse vários, queijinhos minas frescal(fresquinhos) que estavam deliciosos.
Ao prato principal, pedi polvo a lagareiro. Gostoso, meio borracha. Poderia estar mais cozido ou, como minha avó materna fazia, faltou bater no polvo. O prato é bem temperado, mas peca no ponto de cozimento.
Carine não queria riscos e pediu um “bacalhau com batata ao murro”. Depoimento dela: “Sabe quando o bacalhau passa do ponto de cozimento e perde consistência e sabor? Pois é, faço um bacalhau melhor que o desse chef”.
Depoimento meu: "Provei um pedaço do bacalhau e o(s) preparado(o) por dela fica(m) mais gostoso(s)".
Carine pediu a sobremesa. Básico: Arroz doce. Nada demais, não fosse custar o equivalente a 10 Kg de arroz.
Quanto ao vinho, ressalto, fomos de português. Os preços praticados são impraticáveis, é puxado. Escolher pelo lado direito da carta, pode ser uma boa opção. 
Cuidado com os garçons. Não param de servir e repor garrafinhas de água. No final, você recebe a conta e conclui que foi, praticamente, submetido a um tratamento de hidratação.
Resumo da noite: $$$$$$ e mediano. Nem pelos queijinhos da entrada eu volto lá.
Armando.

Dom Francisco Restaurante

Francisco Ansiliero começou a mostrar a que veio há vinte e dois anos, quando montou sua primeira casa de sabores na CLS 402.
Certo domingo, quando eu tinha vinte e um anos, saí à procura de uma lugar em Brasília, que não fosse uma pizzaria e funcionasse à noite. Naquela época, eram poucos os restaurantes que abriam para o jantar. Sentei à mesa com quatro amigos e comemos o filet mingon no sal grasso feito na brasa acompanhado com farofa de ovos na manteiga e arroz com brócolis. Foi um deleite.
O tempo passou, as casas se multiplicaram, chegou na ASBAC e na Academia de Tenis, passou uma temporada no Hotel Metropolitan e aportou em dois Shoppings(Pátio e Park Shopping).
A antiga casa da 402 foi reformada e modernizada, é comandada pela filha do Sr Francisco, Giuliana, e pelo genro Edson e hoje posso considerar um dos locais mais agradáveis para se comer e beber.
O serviço é excelente. O Sr Joaldo é, para mim, um exemplo de conhecedor de vinhos que não é acintoso como a maioria do sommeliers da cidade. Apresenta de maneira prática os vinhos para harmonizar com os pratos da casa, pensando na relação qualidade/custo.
As opções para o prato principal são diversas, mas de acordo com hora que estou no restaurante recomendo um prato diferente.
Nas sextas-feiras, após às 21 horas, gosto de sentar na mesa 2 ou na 3, na saída da cozinha, onde sou servido e converso com quase todos os garçons. Em grupo de quatro comensais, na entrada peço salada média que serve verduras e legumes bem selecionados e vem acompanhada de pães, aliche, manteiga, azeitonas recheadas com amêndoas e atum em conserva. Tomamos a primeira garrafa de vinho, da adega considerada por muitos como a melhor de Brasília. Prato principal pode ser bife de ancho, fraldinha, anchova negra fresca ou bacalhau na brasa sempre acompanhados de batatas no sal grosso (batatas assadas com alecrim, dentes de alho com casca e sal grosso – sensacional)
Sábado no almoço mais tarde ou dia de semana à noite: Frango à Francisco – meio frango(800gr) delicadamente temperado com picles, azeitonas e queijo parmesão. O assado pode ser acompanhado por arroz com brócolis, farofa de ovos e palmito de pupunha assado com a casca. O Francisco é dos poucos restaurantes que Carine pede frango e sai satisfeita com o preparo. Acompanhe o frango com vinho branco gewürztraminer nacional que é refrescante e frutado.
Dia de domingo ensolarado, mudo de casa, vou para o Francisco da ASBAC comer de entrada bolinho de bacalhau com vista panorâmica do Lago Paranoá. O prato principal é bacalhau em lascas ao forno, regado com um dos ótimos azeites oferecidos (lá tem o “Borges com alho” ou o português EA Cartuxa) e acompanhado com arroz branco. O bacalhau norueguês entra no forno em travessa refratária com batatas, cebolas e tomates e sai do forno para a mesa no ponto perfeito de sal, sabor e calor. Acompanhe com um bom tinto português(Cartuxa é uma boa opção) ou com cerveja clara bem gelada.
No dia que quero ver o Chef Francisco atuando, andando pelas mesas, conversando com os cliente e dando dicas dos pratos, vou para a Academia de Tenis.
Falar do Restaurante Francisco daria para escrever um livro.
Armando.

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