Fulô do Sertão - 404 norte

Tudo no Fulô remete ao sertão nordestino. O aconchego do local, as toalhas de chita estampada, as redes armadas ao redor das mesas, o artesanato das prateleiras e finalmente o cardápio. A comida é do sertão da Paraíba.
Começo sempre pelo queijo de coalho assado, um pouco salgado para meu paladar, que pede a cerveja (Original) sempre bem gelada. Já provei o escondidinho que pode ser de jerimum ou mandioca, recheados com queijo de coalho ou com carne seca. Este último, achei mais gostoso. O cuscuz de milho temperado com manteiga vem em porção individual e também vai bem de entrada.
Ontem, provei a galinha cabibela, servida sobre um leito de mandioca cozida, para deleite de duas pessoas. A penosa vem cozida ‘ao dente’ com molho de sabor suave feito do próprio sangue, muito bom.
Também me servi do prato do Fulô que mais gosto: Baião de quatro – Arroz cozido com feijão verde, torresmo e queijo. Vem acompanhado de manteiga do sertão que minhas artérias relutam em adicionar à mistura. Os donos poderiam chamar este prato de rubacão, como na Paraíba.
Para fechar em estilo nordestino, pode pedir a tapioca com leite condensado e coco. A massa é fina e crocante.
Nas noites de sexta e sábado tem música nordestina ou MPB ao vivo, particularmente não gosto de comer com som de zabumba, mas a maioria aprova.
Armando.

Choperia Chopptime Asa Sul e Asa Norte

Conheci o bar na Asa Norte, num sábado por volta das dez horas da noite, após pequena caminhada pela CLN213/214 .
Bar/restaurante de Ribeirão Preto, o Chopptime se difundiu pelo Brasil por meio de franqueados. Em Brasília tem duas casas, nas duas Asas.
O chopp servido é da Brahma, claro ou escuro, é bem tirado, com espuma na medida exata e na temperatura ideal, mas poderia ser servido em tulipas de cristal, que prefiro.
O cardápio não segue a linha normal dos botecos. Tem muito prato para todo tipo de gosto e aí que fica complicado. Muita comida para se escolher, muita diversidade para se fazer na cozinha o que acaba comprometendo o resultado.
Para começar, belisquei azeitonas pretas ‘ditas’ chilenas de qualidade mediana e pedimos uma porção de bolinhos de mandioca com charque.
Imaginei que viria um bolinho recheado com carne seca. Engano meu, o bolinho é uma massa de mandioca cozida que vem misturada com o charque. Tão pouco charque que a comensal vegetariana que estava na mesa, comeu o bolinho achando que não tinha carne.
O próximo pedido, foi uma pizza cortada palito, meia marguerita/meia calabresa. Sei que é complicado pedir pizza em boteco, mas a maioria aprovou o pedido e, após provar, desaprovou o sabor . Sabor de pizza de supermercado. Nada especial.
‘Resumo da ópera’:
- O chopp é bom, mas os acompanhamentos deixam a desejar;
- Boteco de galera, só para beber chopp. O petisco é secundário;
- Lugar bom para comer pizza é em pizzaria.

Armando Celso.

Restaurante Gazebo - Na orla do Lago Sul, perto da Ponte JK


Meus amigos pediram, ao reservar , uma mesa para seis comensais que fosse em um bom local do restaurante.
O lugar é especial, o prédio e a decoração, predominada por madeira e tijolos aparentes, trazem aconchego e a vista do lago, ornado pela Ponte JK, é um cartão postal.

No couvert veio uma cesta de pães aquecidos(‘comi o pão com tapenade de azeitonas pretas que vale a pena cada mordida’) acompanhando um vinagrete de tomate e alho.
Os pratos são individuais e pedimos:
Bob Pai – Lula recheada com uma mistura de frango, lingüiça e carne da própria lula, acompanhada de um risoto cremoso com tomatinhos. Este prato que era a sugestão do dia (não está no cardápio) foi provado e aprovado, com a ressalva de eu ter achado que o arroz arbório do risoto deveria estar um pouco mais cozido
Carine – Camarões ao curry com maçã verde, levemente picante, mais couscous marroquino acrescido de frutas secas. O camarão estava no ponto certo, o molho curry gostoso, mas o couscous marroquino estava sem graça.
Lu – Confit de pato com batatas sauté à provelçal . Este sim foi elogiado da primeira à última mordida. Coxa e sobrecoxa de pato confitado servido com uma porção generosa de batatas temperadas com alho.
Eu - Filé “Shimon Peres” – Filé mignon alto com escalope de fois gras, servido sobre batata rosti, tudo regado com azeite de trufas
O inesperado foi a cara de todos quando chegou meu filé. Os três ficaram com pena de mim. A batata rosti molhada pelo azeite de trufas, cujo sabor era sensacional, estava literalmente “enrostida” embaixo do medalhão de filé de aproximadamente 10 cm de diâmetro e 4 cm de altura. Os dois(filé e batata)praticamente perdidos no centro do prato. Foi o prato mais à francesa da mesa. Estava delicioso, mas devo ter ficado com cara de ‘quero mais’.
Tarefa difícil, mas bem executada, foi a do sommelier: escolher o vinho para acompanhar pratos tão diversos. A sugestão do Bob Pai era um tinto leve. Pois bem, tomamos um vinho libanês já conhecido da mesa (em homenagem ao aniversário e origem da Lu).
Tomamos: Chateaux Kefraya ( Lês Breteches ).
Comensal Intolerante e Quiela chegaram na hora da sobremesa. Pediram porção de queijos com compota de damasco, que não provei, mas percebi que eles gostaram.
A sobremesa foi outra surpresa. Carine e Quiela pediram morangos flambados no vinho do porto servidos ao redor de uma bola de sorvete de pistache. Muito, muito bom, ótima combinação de sabores.
O serviço ficou a desejar. Apesar de ter uma boa quantidade de garçons, estes praticamente esqueceram de tirar os pratos já vazios, deixando-os na mesa por um tempo imperdoável. Pode melhorar.
Vou voltar no restaurante praticamente por conta da sobremesa.
Recomendo. Comida boa e local agradável.
Armando Celso.

Quartier Bistrot. CLSW 301, Bloco B, lj 78

Vou a este restaurante francês desde que inaugurou e nunca me decepcionei com os pratos.
Cinco mesas, decoradas com velas, estão distribuidas no pequeno salão, e mais sete ou oito mesas, se espalham pela calçada do prédio em frente a loja. Criaram a atmosfera de um autêntico bistrot francês que foi decorada com gravuras em preto e branco e móveis de madeira escura.
No Quartier Bistrot a Soupe à l'oignon gratiné des Halles é muito interessante. A sopa cremosa de cebolas gratinada com uma generosa porção de queijo é uma das melhores que experimentei aqui em Brasília. Aproveito esta ou as outras sopas do cardápio como entrada, já que pode ser compartilhada. Peço como prato principal, desde os risotos à moda francesa tais como o de morango, o de três queijos e o de cogumelos, até os pratos das variadas carnes, que vão do pato ao pescado, todos servidos de forma especial. Sempre em pratos aquecidos.
O Filet au Poivre vem na altura e cozimento perfeitos e com sabor suavemente picante que sempre me agrada.
O Boeuf Bourguignon (cubos de músculo bovino cozidos com vinho, cogumelos, legumes e ervas variada)vem servido com uma porção de pão e é sensacional(R$ 35,70).
A carta de vinhos é reduzida, porém bem casada com os pratos servidos.
Vinhos da Casa Valduga, que poucos restaurantes apresentam em suas cartas aqui em Brasília, podem ser servidos em taças.
O ponto fraco do restaurante fica no sistema de exaustão da fumaça da cozinha, que chega sempre a área de mesas principalmente nas cinco mesas internas. Escolha uma mesa da calçada.
Quartier Bistrot é isso "comer comida com nome francês, servida à francesa e com gosto de comida francesa"
Armando

Restaurante Rio de la Plata - Salamanca - Espanha



Plaza del Peso, 37001 Salamanca. Espanha.

Conversando com o gerente de uma loja de fotografia em Salamanca há 10 dias, este recomendou um restaurante considerado o melhor do centro histórico da cidade. Por sorte, perto do hotel onde estava hospedado.
Ao serviço: Chegamos às 21 horas e praticamente abrimos o restaurante, O garçom era muito simpático e prestativo, até então, difícil de se encontrar um na Espanha.
Vamos aos pratos. Comida castelhana.
Entrada: salpicon de langostins - pimentões verde e vermelhos com azeite, vinagre e camarões levemente cozidos. Nada de maionese. Sensacional. Carine queria repetir a entrada.
Pratos principais: Eu - Cordeiro (baby)assado com batatas que desmanchavam no prato só de encostar o garfo. Após experimentar, praticamente ajoelhei e comecei a comer rezando.
Cari - Gambas ao Ajillo. Fritos na mesa, os camarões com alho estavam deliciosos.
Sobremesa: Arroz doce com canela, simples e gostoso. Descobri que espanhol adora arroz na sobremesa.
Todo mundo me falava que na Espanha se comia bem. Em Salamanca foi a confirmação.
Vinho: Valdemar reserva e Cava Freixenet demisec (na sobremesa).
Fomos andando para o hotel felizes e contentes (meio cambaleandando).
Quero voltar e recomendo uma visita.

Armando.

Zacks, Brasília Shopping

 Decepcionante, é a primeira palavra que me vem quando penso no almoço que comi no Zacks, uma lanchonete que se autointitula "The finest grill & burguer". Empolgado com a descrição e com as fotos no cardápio do lado de fora da lanchonete que dizia,
...Great Salads
...054 Oriental atum levemente grelhado envolto em gergelim, mix de folhas, nirá e shitake ao molho teriakye (sic),
convenci meus companheiros de almoço aos domingos e feriados a nos sentarmos para almoçar. De entrada pedimos onion rings com molho barbecue, primeira decepção, os tais anéis não tinham gosto de nada, o empanado era farinhento e insosso assim como a cebola em si. Só enchendo de sal e molho para se tornar deglutível.
Vamos ao prato principal então né?
Eu e Enrico pedimos a tal salada Oriental e a Dani um Wrap Marilyn. Pra começar chegou rápido demais, o que é um mau sinal, as batatas fritas que acompanhavam o wrap estavam frias e a massa do wrap tinha o mesmo gosto do empanado dos anéis, gosto de nada com coisa nenhuma com um leve toque de farinha crua. A Dani até gostou do recheio, eu achei bleargh.
E a salada? Completamente sem tempero, o atum sem gosto de nada, nem o nirá salvava. Tudo com gosto de bicicleta sem roda.
Se eu voltaria para dar uma segunda chance? Nem a pau.



Rodrigo


Pizzaria Francesca

Hoje foi aniversário do Barata, então resolvi passar na sua pizzaria, fazer uma surpresa e dar-lhe os parabéns pessoalmente ao invés de mensagem no facebook (argh!).
Aproveitei para trazer para casa uma pizza 1/2 cogumelos selvagens (seleção de cogumelos orgânicos recém colhidos e nirá (broto de alho) sobre mozarela), 1/2 brie e geléia de damasco (geléia de damasco dinamarquesa acompanha o delicado queijo típico francês e mozarela) na massa integral.
Eu não sou fã de pizza de entrega, prefiro comer in loco. Mas tenho que abrir uma exceção para esta, apenas dei uma aquecida rápida no forno, afinal a pizza viajou do Mansões Itaipu até o Sudoeste (23km),  e pronto a pizza estava deliciosa, realmente é uma das melhores pizzas da cidade com destaque para a chamada 4 carnes(rodelas de pepperoni e calabresa intercaladas sobre mozarela e presunto. Depois, pedacinhos de bacon salpicados e cebola).
Infelizmente a pizzaria só tem entrega e só a fazem nos confins do Lago Sul e condomínios, sorte de quem mora por lá!
O site deles: http://francesca.com.br/index.htm


Rodrigo

Roma CRS 511


O Roma já fez 50 anos.

Localizado na W3 511 SUl, desde que a avenida era o centro gastronômico e financeiro de Brasília, já recebeu em suas mesas quase todos os presidentes de Brasil, nem todos na função.

Dos tempos de grandes filas de clientes na porta do restaurante, à espera do frango ao lado do assador que ficava na porta, aos dias de hoje, quase nada mudou, inclusive o cardápio.

Vou aos sábados na hora do almoço. Os garçons, quase todos com mais de 20 anos de casa, tratam os clientes com a intimidade de anos de convívio.
Quase sempre, sento à mesma mesa (61), estratégicamente escolhida na saída da cozinha. Meu prato para sábado, acompanhado de chopp brahma gelado ou de uma jarra de suco(laranja, uva ou limão), é o Contra-filet do chef(Contra-filet grelhado com arroz, farofa, couve à mineira, banana à milanesa e feijão da feijoada). Contrario a maioria dos clientes que vão ao Roma sexta ou sábado para comer a feijoada (na cumbuca de barro, acompanhada de um torresmo de bacon sensaional)
O dono, Simão Pitel, fica no salão conferindo pratos e atendimento, e por vezes vai às mesas
conversar com os clientes. Prima por escolher todos os fornecedores e os ingredientes(peixe do chile, carne do Uruguai). Receita de successo e regularidade do sabor dos pratos servidos.
Vale experimentar: Galeto à brasileira, Filet à parmegiana(servido hoje em dia como rodízio - acompanhado de massa ou arroz e fritas) e o Brochete de filet à francesa(a guanição francesa é muito boa).
Volto Sempre.
Armando Celso.

Carne de Sol 111 Sul

Sábado quente, carne de sol e cerveja gelada.
Os turistas do sul e do sudeste não tem em suas cidades, restaurantes como os especializados em carne de sol que encontramos em Brasília.
Há vinte anos o Carne de Sol 111 oferece o mesmo cardápio.
Prato completo: carne de sol assada na brasa, feijão verde(com cebolinha picada), paçoca, mandioca cozida, manteiga de garrafa e arroz branco.
Como eu não curto a paçoca, aprendi a pedir, em substituição, a farofa de ovos (amanteigada, vem sempre quente, feita na hora. Muito boa.)
Peço sempre o queijo de coalho assado para acompanhar a primeira Original, que está sempre gelada.
Os garçons, quase todos antigos na casa, sempre oferecem a mandioca frita em troca da cozida. Aceite, vale à pena.
Os sulistas vêm pra cá, provam e guardam o sabor na memória. Sempre voltam.


Armando Celso

Bar Brasília W3 Sul 506


Vontade de comer kibe às 22: 30 horas. Feitos na hora, os petiscos do Bar Brasília são especiais.
A cozinha, no sábado, encerra à meia-noite, como quase todos os bares na cidade(um defeito).
Brasília é pouca boêmia, mas um certo sabor de noite carioca a gente encontra neste bar. A decoração segue o estilo Rio, com azulejos brancos nas paredes; mesas com tampo de mármore branco; balcões em madeira escura; e bom e rápido atendimento.
Considero o chopp, servido em tulipas de cristal super finas, o melhor da cidade, com espuma cremosa e espessa.
De volta ao kibe, recheado com queijo, pode não seguir a risca as receitas sírias, mas são excelentes(R$2,80 a unidade) e dá para ficar a noite inteira por conta deles.
Vale ser lembrado e provado: salsichão(Berna) com batatas coradas, queijo de coalho com mel de cana, músculo carbonado acompanhado de pão, a porção mista de pastéis, a mandioca frita com queijo e etc. Tudo muito bom.
Uma unanimidade, só ouço falar bem.
Armando

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